28 agosto 2009

Pot-Porri

Retrospectiva 20 anos:

"Lencinho branco caiu no chão...
Moça bonita do meu coração" (Anônimo)
"Tudo pode ser...
Se quiser será...
O sonho sempre vem,
Pra quem sonhar..." (Xuxa)
"Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
O tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido." (Chico Buarque)
"Não quero lhe falar meu grande amor,
Das coisas que aprendi nos discos..." (Elis Regina)
"Tell me why,
I never wanna hear you say,
I want it that way" (Backstreet Boys)
"I'm so happy 'cause today
I've found my friends ...
They're in my head" (Nirvana)
"We will never be the same
the more you change the less you feel"(Smashing Pumpkins)
"So i made a big mistake
try to see it once my way" (Alice in Chains)
"Is this the real life?
Is this just fantasy?" (Queen)
"He want it easy; he wanted it relaxed
Said I can do a lot of things, but I can't do that" (Strokes)

Aniversariando

Para muitos fazer aniversário não tem importância. Afinal, qual é a graça de ficar mais velho? Mais problemas, mais responsabilidades, mais rugas. As pessoas mudam, e em determinados momentos tudo o que desejamos é apenas conseguir parar o tempo e permancer ali pela eternidade. Eu acredito que isto seja o paraíso.
Minha visão de aniversário é igual a de uma criança: bolo, brigadeiro, balões, bagunça. Ganhar presentes e festa, afinal, é só uma vez a cada 365 dias! Muita coisa. E pior, existe toda uma preparação para isso: um mês de mal-humor, o temido inferno astral.
Neste clima foi que me dei conta de que são duas décadas de Fernanda no mundo, e resolvi fazer o que toda mulher insegura adora em momentos de crise: um balanço de toda a minha vida. Coloquei tudo em um papel: amores, amigos, inimigos, esperanças e incertezas. Confesso que até me surpreendi com um saldo positivo: amigos sinceros ao meu lado, uma família incrível, um namorado que me surpreende a cada dia. Obrigada a todos.
Tenho noção de que não sou a escritora revelação 2009, mas é notável a evolução dos meus textos, e daqui a 15 anos tenho a certeza de que me farei este mesmo balanço e o resultado será muito melhor, pois escrevo com sentimento e não com sentimentalismo. Acredito que o melhor parabéns que recebi hoje foi o meu próprio reconhecimento. Enquanto não consigo o paraíso, vou me virando no purgatório, e realmente espero que apareçam desafios muito maiores daqui para frente. A vida é isso aí.


21 agosto 2009

Oficialmente termina o semestre


Falta muito pra chegar dezembro?

11 agosto 2009

Declaração de Amor I

Jantar a dois na Paulista.............................. R$ 95,00
Cinema 3D.................................. R$ 37,50
Pipocas ....................................... R$ 18,00
Mensalidade da Faculdade ........ R$ 927,36

Ouvir um inesperado e sincero "Eu gosto de você" no dia em que vocês fazem 8 meses de namoro.... Não tem preço.

Existem coisas que o dinheiro não compra.
Para todas as outras existe o limite de cheque especial.

06 agosto 2009

Sobre um garoto

"cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes ..." R.E.M
Sempre foi difícil para qualquer fã de Nirvana explicar que a admiração por Kurt Cobain vai além de um rostinho bonito ou de revolta adolescente. O filme Kurt Cobain: About a Son, em cartaz no HSBC Belas Artes, traduz exatamente este sentimento: é uma viagem pela mente transtornada e misteriosa de Kurt Cobain, através de entrevistas realizadas durante os anos de 92 e 93 pelo jornalista Michel Azerrad. Ao todo, o que seriam mais de 25 horas de diálogos com o cantor se transformam em um brilhante documentário, onde Cobain expõe o lado humano do rockstar e relata sobre infância, família, fama e consumo de drogas.
De início, a idéia de um documentário de 96 minutos sem imagens do ídolo é, no mínimo, arriscada. Entretanto, o diretor AJ Schnack consegue prender o público por imagens que vão traçando a trajetória de Cobain através de cidades e personagens, tendo como ponto de partida a pequena cidade madeireira de Aberdeen, cidade natal do cantor, seguindo até Seattle, berço do estilo "grunge" dos anos 90.
A trilha sonora do filme também surpreende por não conter uma única música do Nirvana, mas não perde sua excelência pois traduzir a influência musical de Cobain e do Nirvana. É possível viajar através de décadas com Queen, Iggy Pop, David Bowie, Ben Gibbard, Melvins, Vaselines e Mudhoney dentre outras.
Kurt Cobain: About a Son é um filme para fãs de música, um dos melhores documentários do gênero dos últimos tempos. Para quem já leu Heavier than Heaven, a biografia completa do músico, sabe que muitas das coisas que ele diz em entrevistas é mentira. O artista afirmava que os jornalistas são as pessoas mais cruéis e desumanas da face da terra, e que seu status de ídolo não dá o direito para 'todos saberem tudo' sobre ele. Este desabafo não era por menos, uma vez que imagem do cantor na imprensa era do rockstar deprimido e triste, que lutou muito pela fama mas que perde a sua magia quando esta mesma fama, junto com as drogas, destrói sua vida pessoal.
O documentário termina com um pedido de Courtney Love a Kurt para trazer-lhe a mamadeira da filha, Frances Cobain, um dos momentos mais ternos de todo o documentário. Durante as entrevistas o cantor se mostra um homem apaixonado pela família, incapaz de cometer o suicídio, ainda que o documentário não levante nenhuma teoria conspiratória sobre um suposto assassinato.
Como fã, aconselho àqueles que gostam de entender como pensava Kurt Cobain. Como "quase jornalista", aconselho como um excelente trabalho de edição e fotografia. Uma das poucas homenagens dignas.

28 julho 2009

Retratação

Como eu exagerei no texto abaixo (preciso praticar a arte de ser sucinta), posto o desenho mais kitsch e fascinante da Disney com a Pixar, uma forma de desculpas. Em um futuro próximo eu faço uma resenha para ele.

Wall-E


27 julho 2009

Brasil, o país do... vôlei?

Brasil conquista a Liga Mundial de Vôlei Masculino. A notícia presente no cantinho esquerdo dos principais sites jornalísticos gerou comentários que variam de "Conta uma novidade" até muitos "Tá, agora deixa eu ver o jogo do corinthians". Como boa corinthiana, prefiro observar os comentários daqueles que não se surpreendem mais com esta seleção de tantas vitórias e tão pouco reconhecimento.
Desde criança não entendo o motivo da supervalorização do futebol e o descaso com o vôlei. Quando pequenos, ouvimos o discurso sexista que futebol é coisa de menino e vôlei de menina, e qualquer um quebrasse essa "regra" era considerado um gay em potencial, embora eu tenha sido sedentária o suficiente para não praticar nenhum esporte) No meu caso, desde a final em 99, onde a seleção ficou com o Bronze, fui considerada "esquisita" por torcer excessivamente para o vôlei masculino ao mesmo tempo que desprezava o futebol. Quando em 2002 a seleção perdeu para a Rússia na final da Liga Mundial, tive que aguentar muitos comentários maldosos, com uma resposta do tipo "você também é brasileiro, idiota" engasgada na garganta.
Traumas a parte, neste domingo conseguimos o octagésimo título, e o máximo que a imprensa conseguiu dizer é: "parabéns, vocês se igualaram à Itália". Quem achar que se trata de alucinação minha pode confir o ínicio da reportagem da Folha de S. Paulo sobre o título conquistado:

"Fazia um ano e sete meses que o Brasil não via sua seleção masculina de vôlei dando um peixinho conjunto em quadra (...) A seca de títulos... ".

Seca? Em um ano onde só participamos de duas competições, não subir ao pódio pode ser considerado seca? Acredito então que a seleção de futebol esteja na seca de uma copa do mundo. Imagine quantos países se encontram na seca deste tantos torneios por aí.
Meu problema com a imprensa é que, neste caso, nem o Grupo Uol nem a Globo tiveram atenção quanto a esta final, onde não editaram nem mesmo as aspas dos entrevistados. Todos deram mais destaque ao clássico Corinthians e Palmeiras. No caso do Estado de S. Paulo, o jornal até se esforçou em fazer uma retrospectiva de vitórias da seleção no site, talvez para justificar a porque da conquista do título não ter espaço na página inicial do jornal impresso.
Quando leio estas reportagens, parece que ainda ouço aqueles menininhos da oitava dizendo que ainda preferem o futebol que é pentacampeão de um campeonato que acontece de 4 em 4 anos e etc. O fato de termos 14 medalhas durante estes 19 anos de torneio (mais do que a própria Itália) não foi mencionado nenhuma vez, e as reportagens mais repentem a mesma cobrança e culpa de 2008. Ainda me lembro da voz de Galvão Bueno que parecia vibrar com a derrota culpando o time, chamando-o de fraco e despreparado para uma competição. Tudo bem, a opinião de Bueno não é referência, mas foi esse sentimento de decepção que a mídia disseminou.
É claro que a cobertura da imprensa na vitória também incita o espírito nacionalista brasileiro. Foram ressaltados pontos importantes como o jogo ter sido fora de casa, em um momento de transição de jogadores, surgindo uma nova seleção com novas experiências, afinidades e expectativas. Porém fica a pergunta: caso estes "novatos" tivessem perdido, esse argumento seria válido? Por que às 15h30 a notícia já não está em primeira página?
Enfim, mesmo sem reconhecimento o vôlei consegue se superar a cada ano. O importante neste esporte é o entrosamento, e não interessa se temos um fenômeno ou algum jogador que ganha 65 milhões de euros. Bernardinho não será demitido se perder uma Liga ou uma Copa. Para estar nessa seleção é necessário ter raça. Virar um jogo e ganhar fora de casa no Tie break (para os leigos, é como disputa nos pênaltis). Se daqui a alguns anos o Brasil não for só o país do futebol e sim de muitos outros esportes, tenho certeza que estaremos no pódio. Enquanto isso, fica aqui minha torcida e os meus parabéns.

 
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